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Dívidas04/06/20262 min de leituraRevisado em 04/06/2026

Vale a pena trocar dívida do cartão por empréstimo?

DG

Por Daniel Gonçalves

04/06/2026 · 2 min de leitura

Descubra se compensa pegar um empréstimo pessoal para pagar o cartão de crédito. Compare juros, prazos e custos antes de decidir.

As informações apresentadas têm caráter educativo e não constituem recomendação financeira individual. Antes de contratar produtos financeiros, avalie sua situação e consulte fontes oficiais.

O problema do rotativo do cartão

Se você já deixou de pagar a fatura integral do cartão de crédito, sabe que os juros do rotativo são os mais altos do mercado financeiro brasileiro. Em 2026, a taxa média do rotativo gira em torno de 12% ao mês — isso dá mais de 280% ao ano.

Para ter uma ideia, uma dívida de R$ 2.000 no rotativo pode se transformar em R$ 6.200 em 12 meses se você pagar só o mínimo. É assustador, mas é a realidade de milhões de brasileiros.

Por isso, muita gente considera pegar um empréstimo pessoal com juros mais baixos para quitar a fatura do cartão. A pergunta é: isso realmente compensa?

Quando a troca vale a pena

A troca vale a pena quando o empréstimo tem taxa de juros significativamente menor que o rotativo. Vamos a um exemplo prático:

Digamos que você deve R$ 5.000 no cartão com juros de 12% ao mês. Pagando R$ 500 por mês, você leva 14 meses para quitar e paga cerca de R$ 1.800 de juros.

Se você pegar um empréstimo pessoal de R$ 5.000 a 4% ao mês em 12 parcelas, cada parcela fica em torno de R$ 530 e o total de juros é de aproximadamente R$ 1.360. A economia é de R$ 440.

Agora, se você consegue um empréstimo consignado a 2% ao mês, a parcela para 12 meses fica em torno de R$ 470 e o total de juros cai para R$ 640. A economia sobe para R$ 1.160.

Use nossa calculadora de troca de dívidas para simular seu caso específico.

Quando a troca NÃO vale a pena

A troca não compensa em três situações:

1. Você usa o cartão novamente sem controle. Se você pega o empréstimo, quita o cartão e continua usando o cartão sem pagar integralmente, vai acabar com duas dívidas em vez de uma.

2. O prazo do empréstimo é muito longo. Um empréstimo de 60 meses pode ter parcela baixa, mas o total de juros pode superar o rotativo. Sempre compare o custo total, não só a parcela.

3. A taxa de juros não é tão menor. Se a diferença entre a taxa do cartão e do empréstimo é pequena (menos de 5 pontos percentuais), a economia pode não valer o risco.

Passo a passo para decidir

  1. Calcule quanto você deve no cartão e a taxa de juros
  2. Pesquise empréstimos em pelo menos 3 instituições
  3. Compare o CET (Custo Efetivo Total), não só a taxa de juros
  4. Simule as parcelas nas duas opções
  5. Veja se a economia realmente compensa

Conclusão

Trocar dívida do cartão por empréstimo pode ser uma boa estratégia, mas não é a única solução. Antes de contratar qualquer empréstimo, tenha certeza de que vai conseguir pagar as parcelas e que não vai voltar a usar o cartão sem controle. O problema muitas vezes não é a dívida, mas o hábito.

DG

Daniel Gonçalves

Criador do Bolso do Trabalhador

Este artigo foi produzido por Daniel Gonçalves, criador do Bolso do Trabalhador. Todo conteúdo é baseado em fontes oficiais (BCB, IBGE, Serasa, Febraban) e cálculos transparentes. Conheça o autor.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual a taxa de juros do rotativo do cartão em 2026?

A taxa média do rotativo está em torno de 12% ao mês, segundo dados do Banco Central. Isso equivale a mais de 280% ao ano.

Empréstimo negativado tem juros mais baixos que o cartão?

Depende. Empréstimos para negativados costumam ter taxas entre 4% e 10% ao mês. Ainda assim, podem ser mais baratos que o rotativo de 12% ao mês.

O que é CET e por que ele importa?

O CET (Custo Efetivo Total) inclui juros, taxas, seguros e todos os encargos do empréstimo. Ele é mais importante que a taxa de juros isolada, pois mostra o custo real.

Vale a pena parcelar a fatura do cartão?

O parcelamento da fatura tem juros menores que o rotativo, mas ainda são altos. Compare com um empréstimo pessoal antes de decidir.

Como evitar voltar a ter dívida depois de quitar?

Crie um orçamento mensal, reduza o limite do cartão se necessário e mantenha uma reserva de emergência para imprevistos.

Sobre esta informação

Conteúdo revisado pela equipe do Bolso do Trabalhador com base em fontes oficiais: Banco Central do Brasil, IBGE, Serasa, Febraban e legislação vigente. Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, não substituindo a consulta a um profissional qualificado. As taxas e regras podem sofrer alterações. Consulte sempre as fontes oficiais.

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